sexta-feira, 19 de março de 2010

CDS denuncia que Red Bull não chegou a pedir luz verde ao INAC para prova no Tejo


O CDS denuncia que, até agora, o Instituto Nacional de Aviação Civil não recebeu, o pedido de autorização para que se realiza-se em Setembro a prova aérea em Lisboa.

José Ribeiro e Castro, deputado do CDS considera que " não se compreende como é possível que já se estivesse a gastar dinheiro e a comprometer recursos públicos num evento que nem sequer estava aprovado pelo INAC".

O parlamentar considera que a decisão da Câmara de Lisboa de acolher a corrida foi "precipitada desde o início".

Ribeiro e Castro salienta que ainda há questões colocadas pelo CDS em Dezembro ao Ministério da Economia que não foram respondidas, nomeadamente como se "justifica o aparente encarecimento de 800 mil euros para 3,5 milhões de dinheiros públicos na transferência do certame de Porto/Gaia para Lisboa/Oeiras".

Tinha a aprovação do executivo camarário da capital, apesar dos votos contra da oposição, e já tinha começado a angariar patrocínios, mas, até ao início deste mês, continuava a faltar um pormenor para a realização da Red Bull Air Race em Lisboa: a necessária autorização do Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC).

O pedido nunca chegou a ser feito, apesar de faltarem apenas seis meses para a realização da prova, prevista para Setembro.

Segundo esta resposta do ministro das Obras Públicas, de 4 de Março, no seguimento das questões dos deputados do CDS, o INAC não tinha recebido, até àquele momento, nenhum pedido para a realização da Red Bull Air Race. O ministério adianta que, pela falta do pedido, não se sabia ainda a localização nem o perfil da corrida de aviões.

Do mesmo modo, o estudo sobre a sua viabilidade em Lisboa não passou de uma intenção que a Red Bull comunicou ao INAC logo em Dezembro.

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