sexta-feira, 26 de março de 2010

PAULO PORTAS NÃO ABDICA DE APRESENTAR MOÇÃO DE CENSURA SE NECESSÁRIO


Em entrevista à RTP, o líder do CDS-PP manifestou esta quinta-feira o seu apoio a Cavaco Silva caso este se recandidate à presidência e deixou claro, que não abdica do direito de apresentar uma moção de censura ao Governo quando achar preciso.

Na "Grande Entrevista" da RTP, Paulo Portas disse que vai propôr ao CDS-PP que apoie Cavaco Silva logo numa primeira volta para a Presidência da República: “A situação económica e financeira em que o país está chama por uma pessoa com o perfil de Cavaco Silva (…) entregava as suas poupanças ao Professor Cavaco Silva ou ao Dr. Manuel Alegre?”

O líder do CDS-PP reconhece que no actual momento o negócio dos submarinos sendo assim, não seria uma prioridade. Paulo Portas realça, no entanto, que, na altura, não podia deixar “enxovalhar as Forças Armadas portuguesas” e lembra que quem abriu o concurso de submarinos foi o governo socialista

Portas lamentou que o Governo não tivesse ouvido o seu partido sobre o Programa de Estabilidade e Crescimento, PEC: "Até 8 de Março, o Governo não fez contactos com o CDS para a negociação do programa", "o CDS fez propostas que poderiam melhorar o PEC mas nenhuma delas foi considerada", acrescentou. Paulo Portas realça ainda que o Primeiro-ministro, depois de o ter desafio, não tenha querido debater o PEC na televisão.

O voto contra do CDS-PP não pode ser tido como uma atitude irresponsável, porque o partido "se comprometeu com o portugueses a não votar aumentos de impostos".

Já quanto à Comissão parlamentar inquérito ao caso PT/TVI, Paulo Portas diz que espera que sejam apuradas duas questões: se o Primeiro-ministro sabia ou não do negócio e se houve uma tentativa para influenciar os meios de comunicação social.

Questionado sobre uma hipotética moção de censura ao Governo, Paulo Portas é vago dizendo que o seu dever é fazer oposição em questões essenciais. Não é intenção do CDS apresentar uma moção de censura, mas é um direito do partido, que usará apenas considerar necessário, realça Portas.

Sobre uma eventual aliança nas presidenciais de 2011 entre o PSD e o CDS-PP, o líder democrata cristão respondeu apenas: "Vou estando atento aos que defendem uma colaboração PSD-CDS. Com certeza que registo e medito."

http://www.cds.pt/rubricas.aspx?id_rubrica=2978&id_seccao=45

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