quarta-feira, 23 de dezembro de 2009


O debate quinzenal de ontem foi elucidativo de como se governa em Portugal. A páginas tantas Paulo Portas perguntou a José Sócrates porque o Estado não paga juros quando se atrasa nos pagamentos. Resposta: porque tem dificuldades financeiras...
O debate quinzenal de ontem foi elucidativo de como se governa em Portugal. A páginas tantas Paulo Portas perguntou a José Sócrates porque o Estado não paga juros quando se atrasa nos pagamentos.
Resposta: porque tem dificuldades financeiras. E complementou: quando o senhor esteve no Governo porque não tomou essa medida?
A resposta de Sócrates não tem qualquer racionalidade: porque quem se atrasa tem obrigação de compensar quem não recebeu a horas (até porque quando o cidadão se atrasa o Estado cobra-lhe o couro e o cabelo); porque se o Estado passa dificuldades, os cidadãos passam-nas ainda mais; e porque o Estado só passa dificuldades porque o Governo (este e outros) é mau gestor. Mas há outro "pormaior" que tira toda a razão a Sócrates: não foi este 1º ministro que há meses disse que o país já não tinha um problema orçamental? Se assim era porque não adoptou, então, a saudável prática de pagar juros quando se atrasa nos pagamentos? Com governos destes o abismo é já ali à esquina…
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