
O líder democrata-cristão, Paulo Portas, considerou esta terça-feira que o primeiro-ministro não tem razões “para se fazer de vítima” nem para precipitar uma crise política.
No debate quinzenal no Parlamento, Portas disse que José Sócrates não tem maioria absoluta mas dedica-se nos últimos três meses a “chamar nomes aos partidos com os quais tem que chegar a um entendimento”, acrescentando que o primeiro-ministro “gosta de se vitimizar” mas até agora “não teve uma única proposta chumbada na Assembleia da República.
“Está à procura de um pretexto para não governar? Para precipitar uma crise política?”, questionou Paulo Portas, com o primeiro-ministro a insistir que “não pode governar com dois orçamentos” e considerar que a oposição foi irresponsável por ter aprovado “numa manhã de sexta-feira” propostas com implicações orçamentais, referindo-se, entre outros projectos-lei aprovados pela oposição, ao adiamento do Código Contributivo e Pagamento Especial por Conta.
O líder do CDS-PP acusou ainda o primeiro-ministro de “dizer mal” do Presidente da República: “Se há seis meses o Presidente promulgasse uma lei da Assembleia da República, era um herói, se vetasse era dissidente. Seis meses volvidos, se promulgar uma lei da Assembleia não é patriota, se vetar uma lei da Assembleia da República já é fixe”, criticou.
Já sobre a aprovação da eliminação do Pagamento Especial por Conta, com implicações na diminuição da receita Paulo Portas frisou que as propostas foram aprovadas na generalidade e que, na especialidade, deverão ser discutidas “em paralelo” com a proposta de Orçamento do Estado para 2010.
In http://www.cds.pt/rubricas.aspx?id_seccao=45&id_rubrica=2746

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